sexta-feira, 8 de maio de 2009

Você tem fome de quê?

"Turug - tug, passarei
Turug - tug, esta década
Turug - tug, num chiqueirinho bem burguês.

Turug - tug, comendo
Turug - tug, minha culturinha de massa todo mês.

Ô ô sentado no sofá da sala.

Nos janeiros comerei Ano-Novo
Nos fevereiros comerei carnavais
E nos marços comerei presentes de sogra, ô, nenê.

Õ ô sentado no sofá da sala.

No abril é o presente da Páscoa
E nos maios comerei presentes das mães
E nos junhos comerei presentes dos namorados, ô, nenê.

Ô ô sentado no sofá da sala ..."

(Letra: O Pão Nosso de cada Mês - Tom Zé) [Disco: The Hips of Tradition]

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Os nomes das cores não são as cores...

- Sabem o que acho interessante?

- Se perder um cônjuge, você é chamado de viúvo ou viúva.

- Se for criança e perder os pais, você é um órfão.

- Mas que palavra descreve o pai ou mãe que perde um filho?

- Acho que é terrível demais até para se dar um nome.

Fala de Brenda, em "Six Feet Under". Episódio 09, Temporada 01.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Uma carta humana: vontades, conselhos, certezas...

Caro amigo,
tenha certeza que em ambientes onde o ser humano vai disputar o poder, coisas muito piores do que o que você viu por aqui vão acontecer. Isso significa que você vai aceitar tudo que vê? NÃO. Acho até coerente de sua parte sair daqui, é melhor do que ficar se desgastando com aqueles que não querem debater, somente atacar. Por outro lado, saiba que você está abrindo mão de defender seu ponto de vista diante daqueles que querem ouvir o que você tem a dizer, e que, mesmo não concordando com seu posicionamento, acham sua escolha legítima.

Talvez tenha sido bom desmistificar o ideal que tinha se criado em torno daqui, porque realmente não haverá paraíso onde existirem seres humanos. Ao menos, não aquele paraíso onde não haverá antagonismos, onde não existirão os mais radicais e aqueles que lhe atacarão de forma gratuita. Somos seres humanos, cheios de vontade de impor nossa verdade e de propagarmos nossas certezas, e, ao mesmo tempo, somos de uma heterogeneidade sem limites. É obvio que o conflito vai existir.

Eu só quero alertar que, saindo daqui, você dificilmente encontrará outros lugares de convivência mais sadios (talvez numa mesa de bar com todos que pensam como você), caso contrário, o conflito e a tensão estarão presentes. Então, será que sempre vale à pena abdicar de sua presença em determinados lugares por causa das coisas erradas que você vê...? se, na verdade, todos os lugares para onde você for haverá os mesmos vícios – e até outros – reeditados por pessoas diferentes?

Pense nisso, a decepção vai sempre ocorrer, mas existem várias formas de lidar com ela. E mais, não pense que todas as atitudes reprováveis que você ver nas outras pessoas são más intenções, muitos não estão preparados para agir bem diante das novas circunstâncias e do medo.
um grande abraço, nos vemos em breve.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ainda sobre Obama...

Eu terminei o texto anterior dizendo que o Obama tinha me surpreendido, e de fato surpreendeu, não nego. Mas acho que minha maior surpresa foi em não apostar que um negro chamado Barack Hussein Obama, de curta carreira política e de uma postura diferente desses velhos belicistas republicanos, iria vencer os estereótipos e o conhecido conservadorismo norte-americano, a ponto de tornar-se o presidente eleito dos EUA. O fracasso da gestão do atual presidente, George W. Bush, que figura como uma espécie de antítese estereotipada do Obama, conseguiu fazer com que grande parte da população almejasse um novo presidente bem diferente daquele que eles já rejeitaram, dando ainda mais força para a campanha do democrata.

Eu diria que nessa última eleição houve sim uma ruptura, algo que parece superficial na verdade é um sintoma de que mudanças profundas estão ocorrendo nas percepções de um sem número de norte-americanos, algo que aponta para os ideais de aceitação da diversidade e de superação dos velhos estereótipos. Mas, com toda humildade de quem ainda é um estudante de História, eu não consegui deixar de ser crítico com o excesso de euforia e com certas colocações que andei lendo e vendo por aí.

Aqui no Brasil, país de maioria cristã, o povo tem um fetiche irritante por “salvadores da pátria”, uma espécie de liderança messiânica que traria finalmente a redenção para o povo. Toda a campanha de Lula para presidente foi pautada nesse tom, e a lembrança de Getúlio como “o pai dos pobres” chega a fazer esquecer sua tendência autoritária. No futebol, a esperança que um salvador da pátria resolva os problemas de um time inteiro também é muito comum, e acontece com a mesma freqüência com que se culpa um único atacante pela má fase de um time, quando, na verdade, muitas vezes o resto do time que não dá o suporte necessário para que o ataque faça seus gols.

O que eu vi nesses últimos tempos foi boa parte das pessoas, e até da imprensa, aclamando Obama como uma espécie de messias da nova era. Isso mesmo. Eu nem comento a edição que o Jornal da Globo fez com imagens de Obama, tocando ao fundo a música “Beautiful day”, do U2. Mas não pude deixar de perceber com um pé atrás o teor de “a esperança venceu o medo” que tomou conta de todo mundo, excedendo os limites do entusiasmo. O Diário de Pernambuco estampou na capa: “Luz na América”. A articulista Marisa Gibson, muito entusiasmada, falou de uma “Grande Revolução” e aclamou os EUA como a democracia mais consolidada do mundo. Eu não vou nem ser chato e dizer que essa democracia consolidada, que nem tem uma eleição tão direta assim, presenciou recentemente um escândalo eleitoral envolvendo Al Gore e George Bush, que acabou da forma mais bizarra possível (o democrata Al Gore venceu Bush por mais de 500 mil votos, mas a Suprema Corte negou o pedido de recontagem dos votos na Flórida, onde havia suspeitas de fraude). Também não vou citar presidentes assassinados, racismo ainda muito presente, várias guerras praticadas ou financiadas e a fomentação de regimes totalitários em toda América Latina. Pois ser democrático de forma autoritária e a qualquer preço também deve estar dentro da cartilha para algumas pessoas, mas não para mim.

Apenas digo que, embora reconheça o valor da eleição do novo presidente americano, e das oportunidades que se abrem, temos que sempre ter em mente que ele é o presidente dos Estados Unidos da América, e como tal, vai defender os interesses de sua nação acima de tudo. Por outro lado, não se pode prever o que vai acontecer com o racismo norte-americano, sem dúvida a eleição de Obama escreve uma linha positiva no que tange à aceitação da diversidade. No entanto, essa condição emancipatória da raça negra ligada à eleição de Barack Obama deve acompanhar os passos do sucesso, ou não, de seu governo. Ou seja, penso que um fracasso estrondoso do governo Obama pode causar efeitos colaterais negativos nessa referida luta emancipatória, já que o julgamento que se faz do "político Obama" por grande parte dos americanos, anda conjugado com o julgamento que se faz do "negro Obama". Esse sistema (negro-Obama-político) que se mostra quase que inseparável por grande parte da população vai ser um totem - para o bem ou para o mal - a ser apontado nos próximos capítulos dessa história do racismo norte-americano.


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"Nos EUA, rosto de Barack Obama vai parar em abóbora"

Ontem à noite, enquanto improvisava um lanchinho, pude assistir ao vivo o encerramento da jornada eleitoral americana, que culminou com o discurso da vitória do havaiano Barack Obama. De cara, duas coisas me chamaram a atenção. A primeira foi o completo desprezo dos americanos por bandeiras partidárias, que abre espaço para um sem número de bandeiras e bandeirinhas nacionais, tanto no lado republicano como no democrata. Talvez alguém diga que é porque não existe nada mais republicano do que um democrata, embora a gente saiba que existem sim diferenças, talvez até bem mais entre os eleitores fiéis de cada partido do que entre seus representantes. A segunda observação foi para a postura do Obama. Foi, no mínimo, curioso observá-lo, em meio a um discurso pra lá de emotivo, causador de choro em grande parte da platéia (emocionou até o cientista político convidado pela Globo News para acompanhar a cobertura do resultado do pleito), manter o semblante e os gestos indefectivelmente controlados, cientificamente aprovados pelo que há de mais sofisticado na arte da oratória. Em nenhum momento do seu comício, nem nos poucos instantes em que esboçava um riso, era possível notar algo que se pudesse chamar de soberba ou alegria, apenas um conjunto de gestos e expressões bem programadas e em perfeita contradição com o teor emotivo do discurso. Ainda assim, não pareceu forçado. Ao contrário, chegou a me surpreender a figura desse Obama.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Apego e retorno

Era noite de lua nova quando reapareceu, com seu incrível terno bicolor, que mais parece um tabuleiro de xadrez. De vez em quando ele aparece todo mal amanhado na minha frente, com seu bigode desarrumado, olhos indecifráveis (difícil saber o que esse sujeito tão distinto está para aprontar, nunca me encarou de frente, não sei se por culpa, ou por medo de se apegar a alguém). Na sua última visita levou meu sapato velho embora, é verdade que deixou alguns bons discos em troca (fato que me agradou bastante, aliás). Mas não deixei de notar que aqueles discos (vinis) já eram um tanto gastos, algumas faixas nem tocavam mais, e todos eles tinham estampado na capa: “Empréstimo rápido – devolução garantida”. Fiquei intrigado com a situação, não me sentia bem em ceder meus velhos sapatos, já tinha me acostumado a eles, mas aqueles discos pareciam bons, embora achasse que já tinha ouvido a maioria deles algum dia. Durante um tempo nem toquei neles, mas aos poucos pude ir lembrando de onde conhecia cada um, e hoje em dia é uma surpresa cada vez que escuto novamente as mesmas músicas de outrora, pois com o passar dos anos a impressão é que as composições sofreram certa mutação.

Alguns meses atrás, na passagem de junho para julho, se não me engano, eu estava aguando as plantas da minha casa (que naquela altura morriam de sede e já não emanavam um aroma tão agradável), quando, por um breve momento, senti a presença de alguém na escada que dá acesso à residência. Tomado pela curiosidade e pelo medo, lancei meu olhar pela grade, e me surpreendi quando vi sentada nos degraus uma mulher de meia idade, vestida com um belo vestido azul, que combinava perfeitamente com seus brincos e com seus olhos. Ela não fez o tipo misteriosa, e foi logo se apresentando: “meu nome é Permanenza, sou irmã do dono desse vinil que está tocando (sim, eu estava ouvindo um daqueles vinis), vim aqui para uma visita cordial. Sei que meu irmão não é um sujeito muito diplomático, chega a ser um déspota em determinadas circunstâncias, mas é que ele puxou o lado rebelde do nosso pai, o famoso senhor Cronos.” Naquela altura eu não sabia o que pensar, tudo parecia muito surreal, mas algo no olhar da Permanenza acalmava meus ânimos, e ela parecia se esforçar em passar essa atmosfera de calma, embora eu tenha percebido que em certos instantes da conversa ela parecia inquieta, talvez cansada ou entediada.

Eu perguntei o motivo do seu irmão não aparecer há tanto tempo, ela apenas disse que naquele instante ele estava dando uma volta ao mundo, e falou da dura rotina que o perseguia: “não sei se agüentaria ser como meu irmão, por trás daquele aspecto desleixado se esconde um grande trabalhador, ele não tem muitos amigos, mas não esquece de ninguém. É verdade que os presentes nada mais são do que empréstimos, e o bom gosto dele faz as pessoas se apegarem aos seus pertences, de modo que quando ele volta para buscar, não tem quem não se ofenda.” Naquele instante fiquei extremamente apreensivo, não quis acreditar que de fato aqueles discos eram um mero empréstimo, e não me pertenciam. Ela percebeu a alteração no meu semblante, e tentou me acalmar: “olhe, meu irmão sempre me aconselha dizendo que eu devo aproveitar os instantes da forma que me deixe mais contente, e que eu devo reconhecer a tristeza não como um fardo, mas como um processo legítimo, assim como a alegria. Eu não entendo muito bem o que ele quer dizer com isso, mas sinto que há algo de coerente nessa mensagem”. A conversa durou a tarde inteira, e só acabou quando eu disse que tinha que me arrumar para me encontrar com alguns amigos. Ela não se despediu, apenas se encaminhou para a saída. Depois percebi que ela estava sentada num banco à frente da minha casa, e parecia não ter para onde ir. No outro dia encontrei-a cuidando do jardim da minha rua, e travamos uma outra conversa. Depois de alguns meses, percebi que ela de fato não tinha para onde ir, e sempre estava por perto quando me dava vontade de conversar, ficou, inclusive, amiga dos meus amigos, que saudavam ela com todo amor.

Contudo, há um pouco mais de dois meses, acordei com um barulho estranho vindo da rua. Quando fui ver do que se tratava, me deparei com ele prestes a esmurrar Permanenza, que dizia não entender o porquê dele sempre se intrometer nos negócios dela. Ele apenas dizia que as ordens do pai eram bem claras, e que ela fora muito mimada, por isso não entendia as coisas da vida. Ao perceberem minha presença, pararam a discussão. Ela caminhou lentamente até mim e disse: “meu irmão é uma boa pessoa, não consigo imaginar minha existência sem a dele, não por acaso nascemos juntos. Agora eu tenho que ir, mas eu estarei por aí”. E saiu sem se despedir. Então, mais uma vez, lá estava ele postado à minha frente. Seu olhar inquieto, seu terno desarrumado, e, curiosamente, suas mãos traziam meus velhos sapatos velhos, que logo me fizeram lembrar dos vinis. Antes de eu falar qualquer coisa (com palavras, claro. Meu rosto dizia muito mais do que eu poderia imaginar) ele foi logo dizendo: “Olha, não seja tão severo com teus sapatos velhos, eu viajei o mundo todo com esse mesmo par de sapato, por que não podes fazer o mesmo?”.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Apertem os cintos, mas não vai adiantar...

Aproveitando o ensejo da foto do mês de setembro daqui do blog, que mostra o momento em que o segundo avião está prestes a se chocar contra uma das torres gêmeas, vou mostrar os dados de uma pequena pesquisa feita por mim para provar minha teoria de que desgraça pouca é bobagem em se tratando de acidentes aéreos.

Bem, antes de mais nada, devo esclarecer minha teoria. Depois de vários anos observando notícias sobre desastres aéreos, me veio a sensação de que a ocorrência deles obedecia um certo padrão. Toda vez que um avião se danava no chão, mais ou menos uns dois ou três certamente iriam se acidentar durante a mesma semana. Eu sempre repeti isso para algumas pessoas, mas nunca tinha feito um simples levantamento sobre o assunto. Nos últimos dias percebi que o padrão se repetiu, e depois de algum tempo com acidentes esporádicos, começou o rush de desastres. Decidi pesquisar os acidentes aéreos dos últimos meses (julho e agosto) para comprovar minha tese, ou para desencanar disso, e viajar tranquilamente depois de ver no noticiário mais um avião espatifado no chão.

No primeiro momento de ócio que tive aproveitei para navegar na internet e começar meu levantamento sinistro. Minhas fontes foram vários sites especializados em acidentes aéreos, de pessoas que fazem disso a sua razão de escrever na internet, para bobos que nem eu ficarem estupefatos e saírem contando para os amigos os fatos mais bizarros da aviação mundial.

Em resumo, essa primeira pesquisa deu um vôo raso no assunto, mas terminou confirmando minha teoria. Em julho, por exemplo, não existe menção a acidentes aéreos de nenhum tipo até o dia 16, quando um bimotor se espatifou no chão, matando seu piloto. O segundo acidente aconteceu no dia 26, com a queda de outro avião, dessa vez na Califórnia. Depois disso, meu amigo, a gravidade e o acaso agiram, mostrando em apenas uma semana do que eram capazes!

No dia 27 houveram dois acidentes registrados, um nas Ilhas Salomão e um em Portugal, com uma morte. No outro dia (28) foram ao todo cinco ocorrências, entre pousos de emergência, avião caído em vala, porta que se abre em pleno vôo e um desastre fatal. No dia 29 os céus não estavam mais tranqüilos, e registrou-se três quedas de aviões, uma queda de helicóptero e dois pousos de emergência. O dia 30 foi o mais tranqüilo da última semana de julho, tendo apenas três incidentes, um mais grave no estado americano de Nevada. O último dia de julho terminou com dez mortes por acidentes aéreos, um em Minnesota (EUA) e outro na Flórida, também nos Estados Unidos. Em síntese, o mês de julho reforça minha teoria da cadeia de acidentes, mas coloco também a ocorrência de incidentes, não necessariamente com vítimas fatais, que em julho ocorreram praticamente somente na última semana, entre os dias 27 e 31.

No mês passado (agosto) a minha pesquisa amadora também encontrou a existência do padrão, registrando todas as quedas e incidentes com máquinas voadoras somente a partir do dia 20 daquele mês, quando 153 morreram na decolagem de uma avião em Madrid. Do dia 24 ao dia 31 ocorreram acidentes e incidentes todos os dias. No geral, julho teve mais ocorrências do que agosto, mas matou menos. Apenas no citado acidente em Madrid, agosto bate julho e confirma sua fama de mês das bruxas. Não vou detalhar aqui os números de agosto, afinal já gastei muitas linhas com um delírio dessa espécie. Mas está tudo guardadinho no meu HD, e minha teoria agora está mais embasada do que nunca.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Fragmento 1 - Matemática como sintoma

Quando eu era da segunda série do ensino fundamental (na época ainda não existia essa denominação) o rumo das coisas pareciam muito claros. Não existia dentro de mim nenhuma dúvida que rapidamente meus pais não pudessem responder, ou encontrar respostas bem aceitáveis para minha cabeça de apenas uma década de existência. A partir da terceira série, em 1995, a situação começou a mudar. Lembro que descobri uma falha possivelmente incontornável por minha parte, e sobre isso meus pais não puderam fazer nada, e para piorar ainda me cobravam por essa falha, expressa sem piedade no meu baixo rendimento nas aulas de matemática, que nessa altura estava nos apresentando à amaldiçoada operação matemática de divisão, ou mais simplesmente: a conta de dividir. Creio que meu primeiro problema com respostas remonta a essa época. Não há quociente, o resto que se dane – pensava eu, depois de duas horas de exercícios matemáticos forçados. Não me incomodava o fato dos meus colegas conseguirem efetuar a tal operação, mas eu não queria fazer aquilo, pra mim só interessava multiplicação, adição e subtrações fáceis. Acho que minha curta história de filho único já havia produzido sua mais funesta quimera, eu não sabia dividir!